Professora É Condenada por Falsificar Certificados para Seleção Pública da Educação em Itajaí

24 de agosto de 2026 – Itajaí, Santa Catarina

A profissional emitia documentos falsos em nome de um instituto respeitado para garantir pontuação a candidatos em processo seletivo, com esquema descoberto durante a análise de títulos.

A Justiça catarinense condenou uma professora por um esquema de falsificação de certificados voltado a burlar um processo seletivo para contratação de profissionais da educação em Itajaí. Conforme a denúncia do Ministério Público, a ré forneceu cerca de cinco certificados fraudulentos de cursos de extensão para candidatos distintos. Os documentos falsos utilizavam o nome de uma instituição de ensino conhecida e abordavam temas como Educação Holística, Violência Escolar e Bullying, e métodos de ensino para a educação infantil e fundamental.

O Esquema e a Descoberta da Farsa

De acordo com o processo judicial, os candidatos efetuavam pagamentos à professora, mas recebiam os comprovantes de conclusão sem precisar realizar as atividades acadêmicas exigidas — havendo, inclusive, dispensa de trabalhos de conclusão em alguns casos. A fraude veio à tona quando a organizadora responsável pela conferência de documentos de seleção pública desconfiou dos papéis e entrou em contato com o instituto citado.

A instituição negou a emissão e confirmou que as assinaturas nos papéis eram falsas. A materialidade do crime foi atestada por meio de boletins de ocorrência, cópias dos certificados, autos de apreensão e depoimentos de testemunhas e candidatos envolvidos.

Condenação e Substituição da Pena

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou a professora a dois anos de reclusão em regime inicial aberto, além do pagamento de 20 dias-multa. A pena privativa de liberdade foi convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de dois salários mínimos, valor equivalente a pouco mais de R$ 3,2 mil em 2026.

A defesa tentou reverter a sentença alegando falhas formais na denúncia, mas o recurso foi rejeitado pelo relator do processo. O magistrado destacou que a condição de professora foi usada para obter a confiança de colegas e facilitar o crime, prejudicando a lisura do concurso público e gerando implicações criminais para os próprios candidatos que tentaram usar os títulos falsos.

As informações desta matéria foram inicialmente apuradas por NSC Total.