Empresa de Manaus Fornecedora da Baly é Alvo de Operação do Gaeco Contra Fraude no ICMS

21 de agosto de 2026 – Tubarão e Manaus, Santa Catarina e Amazonas

A ação conjunta investiga um suposto esquema de superfaturamento de insumos e fraudes fiscais que podem ter gerado um prejuízo superior a R$ 500 milhões aos cofres públicos.

A Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia, empresa sediada em Manaus que fornece insumos para a fabricante de energéticos Baly Brasil — com sede em Tubarão, no Sul catarinense —, foi um dos principais alvos da Operação Labirinto Fiscal, deflagrada na última quinta-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). As investigações apontam a existência de um esquema de fraude no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com prejuízos estimados em mais de R$ 500 milhões.

Detalhes da Operação e o Esquema Investigado

A ofensiva policial cumpriu 13 mandados de busca e apreensão divididos entre os estados de Santa Catarina e Amazonas. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a operação visa desarticular uma organização criminosa que utilizava empresas de um mesmo núcleo empresarial para realizar operações comerciais e financeiras simuladas ou direcionadas.

O principal mecanismo sob suspeita envolvia o superfaturamento de insumos adquiridos da empresa amazonense. Com a elevação artificial dos valores, o grupo conseguiria inflar os créditos de ICMS gerados nas transações, obtendo assim vantagens e benefícios fiscais indevidos. A Secretaria de Estado da Fazenda colabora no levantamento para mensurar o rombo total aos cofres públicos, que ultrapassa a marca de meio bilhão de reais. O material recolhido agora passará por análises periciais a fim de apurar também possíveis crimes de lavagem de dinheiro.

Posicionamento das Empresas Envolvidas

Em notas oficiais divulgadas à imprensa, as companhias citadas na investigação manifestaram-se sobre o caso:

  • Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia: Declarou ter recebido a operação com surpresa, mas ressaltou que atua em absoluta conformidade com a legislação tributária brasileira. A empresa afirmou que os benefícios fiscais utilizados são regulares e foram formalmente reconhecidos por órgãos competentes, como a Receita Federal e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), colocando-se à inteira disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos.
  • Baly Brasil: A fabricante de energéticos reforçou confiar plenamente na legalidade e na transparência de suas operações comerciais. A empresa informou que está cooperando com os órgãos de fiscalização e com sua equipe jurídica para prestar todas as informações necessárias, expressando confiança de que os fatos serão integralmente elucidados.

As informações desta matéria foram inicialmente apuradas por NSC Total.